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Retrofit • Maringá

Zona 02: das casas imponentes ao novo ciclo de retrofit em Maringá

Casas amplas, Regina Mundi, Parque do Ingá, perda de protagonismo e retomada pelo retrofit.

Por Fabrício MacotoCRECI 30159FBlog Macoto

Estudei a vida inteira no Colégio Regina Mundi.

Durante boa parte da minha vida estudantil, especialmente a partir dos 11 anos, eu ia de bicicleta ou caminhando pelas ruas da Zona 02 até o apartamento onde morava. Era uma rotina simples, mas que hoje ajuda a entender a relação que tenho com aquela região.

Antes disso, quem muitas vezes me buscava no colégio era meu avô materno, o Sr. Mário, da Farmácia União.

Ele chegava a bordo do seu Del Rey Ghia, fumando Minister, e quase sempre fazia o mesmo caminho pela atual Avenida São Paulo (na época a Av. São Paulo acredito eu, que era a partir da Av. Tiradentes). Na minha lembrança, a avenida ainda tinha uma configuração muito diferente da atual, especialmente no trecho próximo à bifurcação com a Tiradentes.

“Morar em frente ao parque é horrível, só tem mosquito.”

Hoje, olhando para a valorização do entorno do Parque do Ingá, essa frase parece quase inacreditável. Mas ela fazia sentido dentro daquele tempo.

O Parque do Ingá não tinha a mesma imagem urbana que tem hoje. Não era ainda esse espaço consolidado de caminhada, corrida, paisagem, lazer e desejo imobiliário. A percepção era outra.

A Zona 02 e o auge das casas amplas

Durante as décadas de 1970, 1980 e 1990, a Zona 02 foi uma das regiões residenciais mais marcantes de Maringá.

Era uma região de casas grandes, terrenos generosos, ruas tradicionais e famílias que buscavam espaço sem se afastar da área central da cidade.

A baixa de prestígio

Com o passar do tempo, o comportamento do comprador mudou. Apartamentos de alto padrão passaram a oferecer segurança, lazer completo, praticidade e menos preocupação com manutenção.

Nesse novo cenário, muitas casas antigas da Zona 02 começaram a parecer grandes demais, caras demais para manter ou desatualizadas para a vida contemporânea.

O retorno pelo retrofit

Agora, a Zona 02 volta a chamar atenção por outro motivo: não apenas pelas casas que existem, mas pelo que elas podem se tornar.

O retrofit é uma das leituras mais interessantes para a região porque muitos imóveis têm exatamente o que o mercado dificilmente consegue reproduzir hoje: terrenos grandes, boas metragens, localização consolidada e proximidade com áreas centrais.

Retrofit não é simplesmente “dar uma arrumada”. É uma decisão técnica, financeira e imobiliária.

Visão do Macoto

A Zona 02 me chama atenção porque mostra como o mercado imobiliário se movimenta em ciclos. O que um dia foi auge pode perder força. E aquilo que parecia ultrapassado pode voltar a ser desejado quando o olhar do mercado muda.

Hoje, quando olho para a região, vejo menos nostalgia e mais potencial.

Conclusão

A Zona 02 vive um novo momento. Depois de ter sido símbolo de casas imponentes em Maringá, passou por uma fase de menor protagonismo diante dos apartamentos, condomínios fechados e novos padrões de moradia.

Agora, volta ao radar por outra razão: retrofit.

No mercado imobiliário, algumas regiões não envelhecem. Elas apenas esperam uma nova leitura.

Fabrício Macoto
CRECI 30159F
WhatsApp: (44) 99912-2727
Em parceria com o Legado Urbano.
Referências e observações editoriais

Conteúdo autoral baseado em experiência de mercado, leitura urbana de Maringá e referências públicas citadas no texto quando aplicável.