Em 2001, comecei a cursar Direito.
Logo no primeiro ano, iniciei minha carreira como estagiário em um escritório que prestava serviços jurídicos para a Palmali. E havia uma rotina quase sagrada: toda terça e quinta-feira, pela manhã, eu ia até a empresa.
Para um estagiário no começo da vida profissional, aquilo era mais do que uma obrigação de trabalho. Era uma oportunidade de observar pessoas, ouvir histórias e entender um pouco mais sobre Maringá.
Lembro bem do tratamento do Sr. Ivo Dalla Costa. Ele recebia todos com educação e respeito, independentemente do cargo, da posição ou da condição financeira. Isso marcava.
Mas o que mais ficou na memória foram as conversas com antigos funcionários do Frigorífico Central.
Eles contavam histórias de uma Maringá que já não existe mais. Falavam dos bois passando pela Perimetral até chegar ao frigorífico, da Vila Central, das casas dos funcionários, do time do Central, que segundo eles era melhor que o Grêmio de Maringá, e até de histórias de muito luxo em uma época em que aquela região tinha outro significado para a cidade.
Hoje, em 2026, quando vejo o projeto do Cidade Aruna, da PRC, a sensação é inevitável: Maringá está mudando novamente.
Onde antes havia uma memória industrial, ligada ao trabalho, ao frigorífico, à Vila Central e às histórias dos antigos moradores, agora surge uma proposta urbana completamente diferente.
Uma região que muda de significado
Cidades não permanecem iguais. Algumas áreas deixam de cumprir uma função e passam a assumir outra. O que antes era espaço de indústria, logística e trabalho passa a ser espaço de moradia, convivência e vida urbana.
Essa transformação não apaga a história. Pelo contrário: mostra como uma cidade consegue se reinventar sem perder sua memória.
O imóvel não termina na porta do apartamento
Durante muito tempo, o mercado imobiliário analisou o imóvel quase sempre pelos mesmos critérios: metragem, número de quartos, vagas, acabamento e valor de condomínio.
Mas projetos como o Cidade Aruna mostram que o valor imobiliário também está no entorno: na rua, na paisagem, na possibilidade de caminhar, na presença de serviços, no comércio próximo, na segurança urbana, na convivência e na sensação de pertencimento.
Maringá e a cidade do futuro
Maringá sempre teve uma relação forte com planejamento urbano. Mas o futuro da cidade não será definido apenas por avenidas largas, arborização ou novos edifícios. Será definido pela capacidade de criar lugares onde as pessoas consigam morar, trabalhar, consumir, caminhar e conviver melhor.
Visão do Macoto
Quando olho para o Cidade Aruna, lembro das histórias que ouvi ainda jovem, nos corredores da Palmali, sobre o Frigorífico Central, a Vila Central, os bois passando pela Perimetral e uma Maringá que parecia muito distante da cidade atual.
Hoje, como corretor e como pai, olho para essa transformação com outro sentimento. Penso na cidade que minha filha Liz e minha enteada Lívia poderão viver.
Uma Maringá mais planejada, mais caminhável, mais inteligente e mais preparada para o futuro.
Conclusão
O Cidade Aruna não é apenas um novo empreendimento em Maringá. É parte de uma transformação urbana maior.
Ele nasce em uma região marcada por memória industrial e aponta para um futuro de uso misto, convivência, serviços próximos e nova qualidade urbana.
Maringá sempre foi uma cidade que olhou para frente. O desafio agora é continuar crescendo sem perder sua identidade.
Conteúdo autoral baseado em experiência de mercado, leitura urbana de Maringá e referências públicas citadas no texto quando aplicável.